NÃO POR ACASO QUE A CBF É NO RIO

bola-estadio-futebol É triste o que tenho para falar sobre futebol. Não sou pessimista. Não mesmo. De feliz, só o convite da Rádio em Revista para escrever sobre minha paixão, assim como, provavelmente, é uma das suas. Mas olho para o futebol brasileiro e principalmente para o carioca e não me animo. Não pelo que acontece em campo e muito menos indo para o jargão “Carioquinha não vale nada”. Mas pela zona que é. Por mais que seja chata a novela que terminou o Brasileirão do ano passado, não foi feita justiça. Chega a ser ingênuo pensar que sim. Fui contra, não por ser o Fluminense. Se fosse o Flamengo, fariam o mesmo. Mas pelo futebol. Foi tudo por interesse. Isso é negócio. Paixão é para mim e para você, como disse anteriormente. Para os jornalistas, jogadores e, principalmente dirigentes, é um negócio. Estão errados? Sinceramente, acho que não. Mas que teriam que fazer diferente, com certeza. Ter dois clubes cariocas na segunda divisão, com a grana que o Fluminense investe e gera, não vale a pena. E arrisco dizer que o Flamengo estava nesse jogo de interesses. O Flu, que se dizia não interessado, foi o que mais apareceu em todo julgamento. Não houve virada de mesa. O tricolor está sofrendo as consequências pelo passado. Se não tivesse acontecido tudo aquilo antes, teríamos esquecido o que aconteceu agora e eu não estaria mais aqui falando disso. E não vou mais falar.
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Vamos para o Cariocão. Para este ano estipularam os pontos corridos e, sem turnos, extinguiram a disputa pela Taça Guanabara e Taça Rio. São 16 times e quem chegar primeiro na fase corrida, é o campeão da Taça GB. O melhor “pequeno” colocado faturará a Taça Rio. Nos confrontos seguintes da semifinal e final entre os quatro primeiros colocados, quem tiver feito melhor campanha tem vantagem do empate. Mas só se terminar empatado. Não entendeu? O 1º colocado vai enfrentar o 4º. Se terminarem 2 a 2 os dois jogos, o de melhor campanha passa. Se o favorito vencer o primeiro jogo por 1 a 0 e perder o segundo pelo mesmo placar, pênaltis. Ou seja: é uma vantagem de empate que só vale para o… empate. E ainda querem o Eurico de volta!
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Nossa Copa que não está pronta. O Ricardo Teixeira se escafedeu pra não dar ruim. O que assume, guarda medalha de garotos e declara que os atrasos nas obras são iguais ao de uma noiva, foi o que disse José Maria Marin. Impressionado com nossa desorganização, Joseph Blatter, Presidente da Fifa, que está na entidade há 40 anos, declarou que o Brasil “é o país que teve mais tempo para executar as obras. Foram sete anos. É o país mais atrasado desde que estou na Fifa.” Sinto vergonha alheia.
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Sobre o prêmio de melhor do mundo, acho o Cristiano Ronaldo o melhor mesmo. O Messi para mim é um ET do filme MIB. Fico achando que a qualquer hora ele vai meter a mão na nuca e se revelar uma barata gigante. Não dou bola para quem defende que o argentino é sem sal e que o português é mais interessante pelo que faz fora dos gramados. Acho que falta ao futebol as declarações de Romários e Renatos Gaúchos. Mas isso não diminui em nada o camisa 10 do Barça. A definição do jornalista Lédio Carmona é perfeita: “O Cristiano Ronaldo se esforça, treina, sua, se dedica para fazer o que faz. O Messi faz ainda mais, sem esforço.”

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A cada partida, Hugo Lago, da Rádio Globo, vem surpreendendo e se mostrando um narrador que vale a pena a atenção e o investimento da emissora.

Por Bruno Menezes
Fev/2014

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