Linha do Tempo do Rádio no Brasil

1893 – O padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura realizou a primeira transmissão falada, 250px-Roberto_Landell_de_Mourasem fios, por ondas eletromagnéticas. Sua experiência mais importante – praticamente desconhecida do mundo – foi em São Paulo, quando transmitiu por telegrafia sem fio do alto da avenida Paulista para o alto de Sant’Ana. Todos os equipamentos usados forma inventandos pelo próprio Landell de Moura, com patentes registradas no Brasil em 9 de março de 1901.

 

DÉCADA DE 20

O fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) leva a tecnologia, antes de controle expresso das Forças Armadas, para a área comercial. David Sarnoff, russo radicado nos Estados Unidos, sugere a concepção de uma caixa receptora de música à Marconi Company para a venda ao público. A ideia não vinga, mas estabelece um caminho futuro para o desenvolvimento do rádio como a primeira mídia eletrônica de massa.

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Primeira transmissão oficial. Realizada por ocasião da Exposição do Centenário da Independência no Rio de Janeiro (07/09), com o pronunciamento do presidente Epitácio Pessoa, seguida de audição de músicas, entre as quais, trechos da ópera O Guarani, de Carlos Gomes.
1923

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Inaugurada a primeira emissora no Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por Edgard Roquette Pinto e Henry Charles Morize, cuja missão primordial é difundir a educação e a cultura.

 

 

 
1924 –
No dia 1º de junho é fundada a Rádio Clube do Brasil, a primeira do País que conseguiria autorização do governo para transmitir anúncios publicitários e contar com a participação de artistas. Nessa época, a exploração publicitária nas transmissões radiofônicas ainda era proibida.
1926
Começa a operar a Rádio Sociedade Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro,  com o prefixo PRA-K.
1927 –
O advento das mesas de controle de som (que permitiam que um toca-disco fosse executado diretamente, sem a necessidade de captação do áudio via microfone)marca o início da era eletrônica do rádio.

DÉCADA DE 30
Com o golpe de Getúlio Vargas o rádio foi utilizado como propaganda do governo. Neste período também surgiram diversas rádios de notícias.

No início dos anos 30 o Brasil já tinha 29 emissoras de rádio, transmitindo óperas, músicas e textos instrutivos.

1930

Primeiras coberturas jornalísticas pelo rádio, durante a Revolução de 30. Torna-se, nesta ocasião, conhecido o repórter e locutor César Ladeira, pela Rádio Record, de São Paulo. Posteriormente, é considerado a voz da Revolução Constitucionalista de 32, ao lado de Celso Guimarães da Rádio Cruzeiro do Sul. Coube a Ladeira introduzir um novo modelo para o rádio, com a contratação de um cast de profissionais com remuneração mensal.

Cesar Ladeira - OMI - 10-07- 1957 - 02
O rádio começava, aos poucos, a se tornar um veículo mais popular. Em São Paulo, porém, o prelo de um aparelho ainda correspondia a quase um sexto da renda mensal de uma família de classe média da época.

1931 –
Nasce a Rádio Record, em São Paulo.

1932
O Decreto nº 21.111, de 1ºde março, que regulamentou o Decreto nº 20.047, de maio de 1931, primeiro diploma legal sobre a radiodifusão define o rádio como “serviço de interesse nacional e de finalidade educativa”.
Criado o primeiro jingle no rádio brasileiro pelo cartunista e compositor Antônio Gabriel Nássara, com o refrão: “Oh, padeiro desta rua, tenha sempre na lembrança. Não me traga outro pão, que não seja o pão Bragança”. A padaria Bragança situava-se no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Antonio Gabriel Nassara
Antonio Gabriel Nassara

– Decreto-Lei 21.111 libera as emissoras para veicularem anúncios.
– A Rádio Record de São Paulo realiza as primeiras propagandas políticas do rádio brasileiro.

1933
Rádio Escola do Municipal do Distrito Federal, obra do educador Anísio Teixeira, desenvolve aulas para o povo por intermédio do novo veículo.
-O Presidente Getúlio Vargas, através do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), do Governo Federal, cria o programa Hora do Brasil.

1934
Criada a Rádio Difusora, apelidada de “Som de Cristal”, onde surge o termo “radialista”, inventado por Nicolau Tuma.

1935
O Presidente Getúlio Vargas, através do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), do Governo Federal, cria o programa Hora do Brasil.
-As rádios Kosmos e América, de São Paulo, são as primeiras a apresentarem programas de auditório.
– A Rádio Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, cria vários programas de notícias.
Assis Chateaubriand inaugura a rádio Tupi, uma das maiores do Brasil.

1936

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Entra no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, emissora que por anos foi a mais ouvida em todo o Brasil.
“Ao som de “Luar do Sertão”, às 21 horas do dia 12 de setembro, ouvia-se: “Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!”.

Surge a PRE-8, adquirida por apenas 50 contos de réis da Rádio Philips

 

-A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro é doada ao Ministério de Educação e Cultura em 1936, passa a chamar-se Rádio MEC

1937
Programa Hora do Brasil (que alterou o nome em 1946 para Voz do Brasil) passa a ser transmitido em rede nacional obrigatória.

1938
Formação da primeira rede nacional de rádios, a Rede Verde e Amarela, liderada pelas Organizações Byngton, realiza cobertura esportiva pioneira de um Campeonato Mundial de Futebol na França.
Acontece a primeira transmissão esportiva em rede nacional no Brasil, na Copa de 38, por Leonardo Gagliano Neto, da Rádio Clube do Brasil do RJ.

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Leonardo Gagliano Neto

1939
Almirante (“a maior patente do rádio!”) chamava-se Henrique Foréis Domingues. Fez sucesso nas décadas de 30 e 40. Criou o primeiro programa de auditório do rádio brasileiro, chamado “Caixa de Perguntas”.

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Almirante

-Começam as atividades do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão que tem, entre outras finalidades, exercer censura prévia sobre os programas radiofônicos.

DÉCADA DE 40
A partir da estadização radiofônica implanta por Getúlio Vargas no final da década de 30, o rádio sofreu mudanças radicais. Neste período também surgiram as primeiras redações jornalísticas voltadas para o rádio.

A tecnologia do transistor gera uma mudança radical no rádio, na sua fruição, na relação que o público estabelece com o meio e no papel que este assume no dia-a-dia dos ouvintes. O transistor, um componente eletrônico que permitiu levar o rádio a qualquer lugar, dispensando a energia elétrica, e fazendo surgir o famoso “radinho de pilha”. Segundo Ferraretto (2000), o transistor foi criado por Willian Shockley, John Bardeen e Walter Brattain, no dia 23 de dezembro de 1947, em Nova Jersey, Estados Unidos. A partir dessa criação, o rádio deixou de ocupar o centro das estantes das salas e passou a acompanhar os ouvintes.

1940
O governo do presidente Getúlio Vargas estatiza a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
– As primeiras agências de publicidade começam a atuar e os programas de rádio recebem patrocinadores como Coca-Cola, Gessy Lever, Colgate, Esso, Goodyear, etc.

1941
Lançado para o professores do ensino secundário o programa educativo Universidade no Ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
– O ano marca a primeira edição de O Repórter Esso, boletim de notícias de cinco minutos, irradiado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e emissoras de outras quatro capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre). A primeira transmissão aconteceu às 12h45min do dia 28 de agosto de 1941, quando a voz de Romeu Fernandez anunciou o ataque de aviões da Alemanha à Normandia, durante a 2ª Guerra Mundial.
– Também pela Nacional estréia Em busca da felicidade, radionovela cubana, pioneira no gênero, que permanece até 1943 no ar. No mesmo ano, é produzida “Fatalidade”, de Oduvaldo Viana, na Rádio São Paulo, primeira radionovela criada no Brasil.

1942
Rádio Nacional amplia a potência, inaugurando estação de ondas curtas com oito antenas voltadas para Estados Unidos, Europa e Ásia, transmitindo para o exterior em quatro idiomas.

1944
Criada a Associação Brasileira de Rádio (ABR). A entidade colabora para regulamentar a profissão de radialista e também com o texto-base do Código Brasileiro de Radiodifusão. Em 1962, já contemplando a televisão, foi instituído o Código Brasileiro de Telecomunicações.

1945
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o modelo de rádio brasileiro, até então um mix europeu, passa a adotar o exemplo dos Estados Unidos.

1947
A Rádio Pan-americana de São Paulo é a primeira emissora a dedicar-se continuamente a transmissões esportivas.

1947/1948
Montadas as primeiras redações jornalísticas especialmente para o rádio.
-Em 1947, a Rádio Globo estrutura um departamento de notícias para o noticiário O Globo no Ar.
-Em 1948, a Rádio Nacional implanta a Seção de Jornais Falados e Reportagens.
No final dos anos 40, início dos anos 50, ficam disponíveis os primeiros gravadores magnéticos de rolo, para consumo doméstico.

DÉCADA DE 50

O início da década é marcado pela chegada da televisão no Brasil. Através da iniciativa de Assis Chateaubriand, proprietário do grupo midiático Diários Associados, entra ao ar no dia 19 de Setembro em São Paulo a TV TUPI. A primeira emissora televisiva do Brasil. Para concorrer com o novo veículo, o rádio teve que se transformar.

1950
Inicia-se a concorrência com a Televisão e com a Era da Imagem. É inaugurada a PRF-3 TV Tupi-Difusora, de São Paulo (18/9). Os elencos e principais programas das rádios começam a se transferir para o novo veículo. Ao rádio cabe flexibilizar, inovar na programação.
– A notícia recebe tratamento destacado. Vários radiojornais e boletins noticiosos (sínteses) são elaborados pelas emissoras, buscando igualar-se à audiência da Rádio Nacional. A iniciativa de Carlos Palut, com a Rádio Continental, de criar unidades volantes (Comandos Continental) para que os repórteres falassem direto do local dos acontecimentos, promove uma revolução no rádio informativo.
– O rádio segmenta-se nos 30 anos seguintes e de uma programação mais eclética (estilo que predomina nas televisões abertas de hoje), especializa-se tanto nas emissoras de Amplitude Modulada (AM) quanto nas de Frequência Modulada (FM). Os estilos variam a partir dos mais populares, com esportes (predominantemente o futebol), polícia, até o jornalismo com prestação de serviço, informações e música.

1954
Rádio Bandeirantes tenta um modelo inédito: a cada 15 minutos, um é dedicado à transmissão de informações.

1955
Entra no ar a primeira rádio em FM, Rádio Imprensa, do Rio de Janeiro, que comercializava a programação em supermercados, em lojas e em escritórios.

1957
Inaugurada a Rádio Guaíba de Porto Alegre uma das primeiras emissoras a dedicar-se ao público classe AB, investindo no trinômio música-esporte-notícia. Um ano depois, em 1958, transmite a Copa do Mundo, da Suécia, sendo a primeira a contar com o retorno no estúdio
– Também entra no ar em Porto Alegre a Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, primeira emissora universitária AM do Brasil, por obra de Antônio Alberto Goetze e Elyzeu Paglioli (18/11).

1957/1958
Organização do Sistema de Rádio Educativo Nacional (SIRENA), pelo professor João Ribas da Costa, que contabilizou 47 emissoras na luta contra o analfabetismo. Em 1963, foi incorporado à Rádio Educadora de Brasília e extinguiu-se.
– São comercializados em nível internacional os primeiros rádios receptores transistorizados com funcionamento a pilha.

1959
Rádio Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, uma das primeiras emissoras a integrar a música e a notícia, inova ao lançar o Serviço de Utilidade Pública (achados e perdidos).

DÉCADA DE 60

Nos anos de 1960 começaram a funcionar as rádios de freqüência modulada, as FM’s. O rádio adquiria novas dimensões. Algumas emissoras se dedicavam a ouvintes de classe A com músicas selecionadas, intercaladas com noticiários políticos nacionais e internacionais.

1961
A renúncia do presidente da República Jânio Quadros deflagra uma crise de governo. No Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola utiliza a Cadeia Radiofônica da Legalidade, com mais de uma centena de emissoras liderada pela Rádio Guaíba, e garante a posse do vice João Goulart, o Jango, na Presidência.
– Decreto presidencial regulamenta em 1961 o Movimento de Educação de Base (MEB), criado por Dom Eugênio Salles, com supervisão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), embora as ações da Igreja neste campo já existissem desde os anos 50.

1962
Fundada a ABERT, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (27/11).
– É instituída a propaganda política gratuita no rádio e na televisão.

1963
Estabelecido o Código Brasileiro de Radiodifusão.

1964
O golpe militar de 31 de março, que perdurou até os anos 80, institui diversos atos institucionais que recrudescem a censura sobre os veículos de comunicação até mesmo extinguindo alguns programas radiofônicos.
– No Rio Grande do Sul, é montada a Segunda Cadeia da Legalidade para resistir ao golpe militar. É coordenada pela Rádio Difusora de Porto Alegre, mas a tentativa não dá resultado.
– Os gravadores cassetes, lançados pela Phillips no início dos anos 60, começam a chegar ao país.

1965
O Brasil é integrado ao INTELSAT, para transmissões de rádio e televisão via satélite.

1967
Criado o Ministério das Comunicações e com ele o Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL), órgão encarregado de fiscalizar as programações das emissoras de rádio e de televisão.

1968
As ligações em FM, utilizadas como links para transporte do som dos estúdios aos transmissores, são proibidas. O governo decide distribuir estes canais, visando a expandir o número de emissoras, o que efetivamente ocorre em meados dos anos 70. A Rádio Difusora de São Paulo foi a primeira a transmitir regularmente em FM no Brasil (02/12/1970).

1969
Rádio Cultura AM de São Paulo é estatizada, passando a fazer parte da recém instituída Fundação Padre Anchieta.

DÉCADA DE 70

A ditadura militar assombrava os veículos de comunicação graças ao Ato Institucional 5. O rádio não seria o único veículo a se adaptar aos tempos militares. A década consolidaria o Brasil como País do Futebol com o Tricampeonato mundial. E no final da década, a população vê os resultados da luta pela democracia.

1970
Emissoras oficiais e privadas transmitem o Projeto Minerva. O programa é produzido pelo Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e Cultura, e gerado pela Rádio MEC, do Rio de Janeiro. (04/10)

1973
Lançado pelo governo o Plano Básico de Canais em FM com incentivo à produção de radiorreceptores com faixa AM e FM. O número de emissoras em FM aumenta. O padrão seguido é o dos Estados Unidos com comunicadores de voz jovem, aplicando aos diálogos a informalidade, o humor, além de promover sorteios de brindes e rodar muita música.

1975
Governo cria a Radiobrás (Lei 6.301, de 15/12).

1977
Em 01 de março de 1977 é lançada a Rádio Cidade com coordenação de Carlos Townsend.
DÉCADA DE 80

As rádios FM se consolidam como o novo canal de rádio. Graças automatização das emissoras, é possível escutar músicas 24 horas por dia.

A informação e a programação segmentadas tomam conta do sinal radiofônico, na década de 1980. No mesmo período se fortalecem as redes de rádio com a popularização das transmissões via satélite.

No campo do consumo podemos perceber essas tendências com o crescimento tanto dos dispositivos de consumo individual como os walkman, evolução do “radinho companheiro” com a lógica do dispositivo hibrido (toca-fitas e rádio AM/FM), quanto o consumo público orientado a grupo de nicho marcado pela popularização do Boom Box, um tipo de aparelho de alta potencia, também híbrido (toca-fitas e rádio AM/FM). Neste período, podemos observar uma mudança neste perfil de consumo. Ele não é mais familiar. Mas também não é amplamente individualizado.

1980
Inicia-se a automatização das emissoras de rádio. Até fins dos anos 90 o cartucho e a fita magnética são substituídos pelo MD (Mini disc), o disco de vinil pelo CD (Compact Disc), e o próprio rádio transmissor utilizado pelos repórteres é trocado pelo telefone celular, transformando cada profissional numa unidade móvel.
– Na área da informática, os computadores são, gradativamente, implantados nos estúdios e nas redações. Do mesmo modo, as redes nacionais de telefonia são supridas de fibras óticas, essenciais para elevar a velocidade e aumentar a qualidade das transmissões.
– A segmentação das rádios comerciais torna-se mais intensa a partir da metade dos anos 80.

1981
Começa em Sorocaba, interior de São Paulo, o movimento das rádios alternativas ou livres, que posteriormente se espalhou pelo país.

1982
Rádio Bandeirantes AM, de São Paulo, transmite o radiojornal Primeira Hora via satélite.

1983
Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, é a primeira emissora AM a implantar o estilo para transmitir noticiário radiofônico 24 horas por dia, processo que se consolida nos anos seguintes. Tentativa semelhante foi desencadeada pela JB, do Rio de Janeiro, em 1980, mas algumas versões relatam que a programação era completada por música. A experiência durou seis anos e foi descartada por falta de investimentos em profissionais e equipamentos.
– Instituído oficialmente o Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa (SINRED), que funcionou até 1988. Em 1994, houve tentativa de reativá-lo, mas sem êxito.

1988
A Constituição Brasileira de 1988 prevê a regulamentação de vários itens que abrangem os meios de comunicação social. Entre eles: as permissões para as rádios comunitárias (regulamentada em 1998), criação do Conselho de Comunicação Social (regulamentado em 2002).
1989
Desponta a primeira rede de rádio comercial via satélite: BandSat AM. A partir de 1990, outras emissoras passam a transmitir nesta modalidade, entre elas, a Jovem Pan e Transamérica.
DÉCADA DE 90

Marcada por grandes acontecimentos e tragédias, o rádio teve grande participação nas coberturas de eventos como a Copa do Mundo de 1998.

1990
Sistema de rádio por cabo é lançado, mas não se firma.
– Criada a Rede Bandeirantes de Rádio, a primeira do Brasil a operar via satélite com 70 emissoras FM e 60 AM em mais de 80 regiões do País.

1991
No rádio AM, uma inovação: surge a primeira emissora all news do país, a Central Brasileira de Notícias (CBN). Em 1995, também seria pioneira neste estilo no rádio FM.

1993
Formada a Rede Conesul de Comunicação, agregando as rádios: Gaúcha (Porto Alegre/Brasil), Mitre (Buenos Aires/Argentina), Carve (Montevidéu/Uruguai), Ñanduti (Assunção/Paraguai) e Cooperativa (Santiago/Chile).

1995
A web comercial brasileira começa oficialmente neste ano (31/05), embora a primeira conexão tenha acontecido em 1991 e em 1994 a Embratel tenha oferecido os primeiros contatos à rede mundial. Muitas emissoras convencionais começam a experimentar as transmissões on-line pela world wide web (www) que tornou possível acoplar som, imagem e vídeo, além dos textos. As pioneiras a transmitirem a programação ao vivo foram a Gaúcha, Jovem Pan, Eldorado e CBN.

1996
Rádio CBN, de São Paulo, passa a transmitir a mesma programação do AM no FM, ampliando a audiência. A posteriori, a mesma medida é aplicada no Rio de Janeiro. Experiência pioneira no gênero foi registrada pela Rádio Eldorado em 1958.
– Surge a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO).

1997
Congresso Nacional aprova a Lei Geral das Comunicações, criando a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

1998
Realizada a primeira transmissão experimental em DAB (Digital Audio Broadcasting) no Brasil, em Foz do Iguaçu, no Paraná, durante Congresso da ABERT, pelo sistema europeu Eureka-147.
– Decreto 26.615 regulamenta as rádios comunitárias (Lei n° 9.612, de 19/02/1998).
– Entra no ar a Rádio Totem, com sede em São Paulo, considerada a primeira emissora brasileira com existência apenas na internet.

SÉCULO XXI

Desde 1922, o rádio teve que se adaptar muito. Do transistor às plataformas móveis, o rádio completa noventa anos em 2012 e enfrenta um processo de reinvenção.

2000
 A transmissão por rádio tem um aliado e um concorrente. O aliado é o telefone celular, cujos novos aparelhos oferecem o rádio em FM, mas eliminam a transmissão em AM. O concorrente é constituído pelos tocadores de música (Ipod, MP3, MP4, etc.). Este fato, aliás, já havia ocorrido com os gravadores de fita de rolo e cassetes nos anos 60 e 70, o walkman nos anos 80 e os CDplays nos anos 90.

2002
 Aprovada emenda constitucional que permite que empresas de comunicação sejam de propriedade pessoas jurídicas e permite a entrada de capital estrangeiro no setor.

2003
Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, é a primeira emissora comercial brasileira a realizar uma transmissão experimental de recepção digital do Brasil pelo padrão IBOC (In-Band-On-Channel), da empresa iBiquity Digital . Outro sistema testado pela Rádio Nacional de Brasília é o Digital Radio Mondiale (DRM) desenvolvido e adotado por países europeus.

2004
O podcast, serviço de transmissão de áudio, é incorporado como mais um atrativo das emissoras na web.

2005
Primeira rede em FM com 24 horas de notícias (BandNews).

2007
Carta dos Pesquisadores de Rádio e Mídia Sonora do Brasil, iniciativa da reunião do grupo da Intercom, em Santos/SP, é divulgada, questionando o Ministério das Comunicações sobre a tecnologia e os métodos na implantação do rádio digital no país.
– Criada a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), congregando a TV Brasil, NBR (televisão a cabo), Agência Brasil e os Sistemas de Rádio (Rádio Nacional AM e FM/ DF, Rádio Nacional AM /RJ, Rádio MEC AM/RJ, Radio MEC AM/DF, Rádio MEC FM/RJ, Rádio Nacional do Alto Solimões – AM, Rádio Nacional da Amazônia – OC, Radioagência Nacional).

2008
Comissão da ABERT entrega ao Ministério das Comunicações relatório final dos testes com o sistema de rádio digital IBOC, realizados pelo Instituto Mackenzie, concluindo que o padrão é o único a atender às necessidades da radiodifusão sonora brasileira em OM (Ondas Médias) e FM.

2010
Ministério das Comunicações divulga padrão do rádio digital brasileiro.
-Ministério das Comunicações caça a liminar que permitia veículos de comunicação de transmitir a Voz do Brasil em horários alternativos.
Hoje, as possibilidades de escuta se estenderam com plataformas digitais. Claro que o rádio disponível em AM e FM continua presente no dia-a-dia dos ouvintes, mas possibilidades como mp3, celulares e internet são cada vez mais próximos do público do rádio.

Ainda, a internet modificou acentuadamente as formas de se produção, de consumo e de interação com o veículo rádio. Trouxe alterações também no sentido do perfil do publico consumidor de rádio. O ouvinte-internauta participa de forma ativa e imediata da produção de conteúdos. Alem disso ele pesquisa, questiona, contesta a informação que consome. Enfim, o ouvinte que antes mandava as suas cartas a redação, e essas cartas levavam dias até chegar ao destino, hoje acompanha a programação utilizando o canal internet e já faz os seus comentários, correções e participações instantaneamente, alterando de forma significativa a produção dos conteúdos radiofônicos.

Fonte: Pesquisa no Google, qualquer correção ou alteração no texto favor notificar.

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