Jonas Vieira

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Jonas Vieira iniciou a carreira aos 16 anos. Foi repórter, assistente de produção, revisor e cronista no Ceará, onde nasceu e cresceu.
Em 1959 mudou-se para o Rio de Janeiro e passou em importantes veículos de comunicação, como jornais e rádios. Atualmente é locutor na Rádio Roquette Pinto e biógrafo.

Rádio em Revista: Como foi o início da carreira?
Jonas Vieira: Comecei muito cedo, com 16 anos no Gazeta de Notícias, passei pelo jornal ”O povo” e fui para o rádio onde estou até hoje. Fui para os EUA e fui professor de inglês. Lá morei por 3 anos e na década de 50 voltei para o Rio de Janeiro para continuar a carreira jornalística. Trabalhei no ”Diário Associados” , mas sempre em Rádio passei pela Roquette Pinto como produtor e locutor, Rádio Nacional, Rádio Tupi, Rádio Globo e CBN.

RR: Você passou por diversas funções, locutor, redator, produtor e biografo. Qual área você gosta mais?
JV: De locutor, eu sou melômano, o rádio em primeiro lugar. Sou fascinado por rádio desde 5 anos de idade.

RR: Você é biógrafo, conta um pouco sobre suas obras?
JV: Escrevi a biografia do Orlando Silva ” O cantor das multidões” que foi premiada pela Fundação Nacional de Artes, “Gonzagão e Gonzaguinha, encontros e desencontros” . É um pedaço forte da minha vida.

RR: O seu programa ”Rádio Memória” relembra momentos, pessoas e datas importantes do nosso país. Quem você mais gostou de relembrar?
JV: A ideia do programa surgiu entre eu, Simon Kurri e Jorge Coutinho e implantamos essa nova programação na Roquette Pinto. Foi um grande sucesso na época para memorar artistas importantes brasileiros!

RR: Como você vê o jornalismo atual?
JV: Muita diferença, tínhamos mais jornais impressos matutinos e vespertinos, além das agências de notícias. Antigamente, era um campo de trabalho imenso, onde os profissionais entravam por amor. E o campo de trabalho hoje é bem menor, era muito rico se tornou muito pobre.

RR: Você acha que a tecnologia atrapalha ou ajuda?
JV: Essa transformação em matéria de comunicação acho que houve um empobrecimento.

RR: O que você poderia dizer sobre o futuro do Rádio?
JV: O que acontece é que o rádio antigamente era favorito para anúncios, investiasse muito, com a televisão os investimentos saíram do rádio. Isso prejudicou muito! Falta de investimento e profissionais, que estão na área e não têm vocação atrapalham muito. Antigamente, só médico estudava medicina, advogado advocacia e tinham vocação para a profissão, hoje não, está tudo destorcido, mas o Rádio é eterno é importante e com certeza tem futuro.

RR: Qual momento marcante na sua carreira?
Jonas Vieira: O golpe de 64, eu trabalhava no jornal ” Última Hora”, como repórter, era um jornal marcante na época. Acompanhei a vida política do Brasil bem de perto. Fui repórter politico, de economia e esportivo, menos policial nunca gostei, só fiz uma vez.

RR: Quem você admira no Rádio hoje?
JV: Você conta nos dedos hoje, mas na Roquette Pinto tem excelentes comunicadores e na Rádio Mec.

RR: Quais são seus projetos?
JV: Estou com projetos musicais na Associação Brasileira de Imprensa, um projeto para lançar em 2015 sobre a história do Rio de Janeiro com as músicas importantes da cidade.

RR: Qual a dica que você dá para os estudantes de comunicação e leitores da Rádio em Revista?
JV: Só procure ser jornalista se você realmente tem vocação para ser jornalista, tudo é vocação! Muita vontade e sentimento. Não por achar bonito ser jornalista. Conhecer a história é fundamental.

Reportagem realizada por Andressa Vieira em dezembro de 2014.

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