Orelhinha


Orelhinha Junior, locutor e DJ.
Começou em 2000 na Rádio Jovem Rio, passou pela Jovem Pan e Mix. Desde 2011 pode ser ouvido de segunda a sexta-feira das 12h as 16hs na Rádio FM O Dia. Conheça um pouquinho mais sobre ele.

Como foi seu começo em rádio?
R: Eu sempre escutei a Fluminense Fm quando era novinho, me amarro num Rock N´Roll. Comecei a ligar para as promoções e um belo dia fui conhecer o estúdio. Até hoje me lembro daqueles corredores (labirinto) da Maldita. A Monikinha que estava no ar e me recebeu super bem, tinha a sensação de estar conversando com o rádio. Aproveitei o fato de morar alguns quarteirões da emissora e voltei outras vezes, foi quando depois de meses de convivência ela resolveu me ensinar a `operar´ com apenas 12 anos. Passei a ajudar na promoção, produção, ir nos eventos, entender (na prática) melhor o mundo do rádio.

Houve alguma influência no início?
R: Acho que a Monika Venerebile o Christovam Neumann e a Vanessa Riche, um em cada época, inevitávelmente me influenciaram diretamente, até pela convivência diária e pela facilidade em se comunicar, ficava impressionado como aquilo fluia naturalmente. Teve também a Selma Boiron, Rachel Ricardo, vários locutores que eu pude `estagiar´ nesse meu período de formação ainda na adolescência.

O sonho era ser locutor ou servia outro departamento em rádio?
R: A locução parecia algo muito distante até pela minha idade, voz…Mas só o fato de estar trabalhando com “rádio” já fazia a minha cabeça, achava aquilo tudo uma brincadeira, uma fábrica de sonhos. Passei pela operação (áudio e gravação), promoção, programação, aprendi a tocar e comecei a fazer programa como DJ, só falava o básico no ar. Foi quando o Christovam Neumann me chamou para cobrir umas férias na folga e só aí percebi que o negócio estava ficando sério.

Qual sua primeira emissora? Depois qual foi o caminho tomado?
R: Contratado de carteira, Jovem Pan com 15 anos. Depois quando ela acabou fiquei na Jovem Rio, voltei por 5 anos pra Pan, fiquei quase 5 na Mix e agora to na FM O Dia.

Você recebeu uma proposta do Sistema Globo e recusou. Não era hora ainda?
Achei que deveria ficar mais um pouco no JOVEM. Estava em uma condição muito boa na Pan, tinha acabado de ser escolhido pra estrear uma emissora nova no RJ (Mix), estava numa fase muito legal, bem satisfeito.

Por que o apelido “Orelhinha”?
R: Foi o Ricardo Chantilly, coordenador da Flu. Eu era muito tímido e quando ficava com vergonha, SÓ minha orelha ficava vermelha. Ainda atendia o telefone no programa de surf music que ele tinha na época, ou seja orelha vermelha full time!

Como foi a mudança do segmento jovem pop para rádio popular?
R: Eu já tava me preparando pra isso. Tem muitos anos que venho sendo cantado para trabalhar no popular, acho que migrei numa boa hora, de muita maturidade profissional e experiência. To muito feliz com o fato de estar em uma emissora nº 1. Desde que estreei no dial graças a Deus, nunca sai do ar. Acho que fiz o caminho certo e de forma bem natural.

E seu lado DJ, continua?
R: Continua sim, to um pouco mais devagar porque quis me dedicar exclusivamente ao projeto “Fm O Dia”. Mas curto muito house music e amo fazer o povo dançar. Já toquei em casas como Privillége, The Week, Zero Zero, Nuth. Inicio do ano fui convidado pra tocar na Xuxa, foi bem interessante.
9- Curiosidades?
Esse ano completei 20 de rádio, o tempo voa!

Qual seu gênero musical preferido?
Sou bem eclético, curto rock, pop, house, hip hop. Também sou saudosista, me amarro num mid back!

Qual seu locutor preferido?
Curto alguns do AM e FM. Meus preferidos são aqueles que conseguem transcender a barreira do rádio e chegar com credibilidade ao ouvinte.

A Rádio que você ouve fora do trabalho?
Escuto muito rádio de fora no iphone, sempre tive esse hábito. Gosto muito de dar um zap pelas rádios quando to dirigindo. Mas sem dúvidas agora a que mais ouço é FM O Dia.

Deixe um recado pra quem tá começando está lendo a revista e trilhar o caminho do rádio.
Eu acho que fazer a coisa porquê gosta, faz uma baita diferença ao escolher o seu futuro, seja ele no rádio ou não. Pode parecer clichê, mas estude, faça inglês, cursos relacionados ao que vc pretende e escute muito! Seja gabaritado, pois a competitividade e a exigência de bons profissionais no mercado aumentam muito na medida em que o ouvinte se torna mais exigente, não só com músicas de qualidade, mas sobretudo, com uma boa comunicação. Não adianta somente ser antenado ou ter a voz bonita, tem que ter capacidade de lidar com o público em qualquer circunstância. Vida longa ao rádio! 🙂

Entrevista feita para a edição impressa da Rádio em Revista no 5.
Reproduzida aqui na íntegra.
Realizada em 17 de julho de 2012 por Cris Jobim.

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