Luiz Penido

Luiz Alberto Penido, mais conhecido como Luiz Penido (Juiz de Fora, 5 de abril de 1955), é um radialista e locutor esportivo brasileiro, atualmente na Rádio Globo.

Como você começou em rádio?
Como assitente e colaborador do Departamento de Esportes da Rádio Globo, em 22 de novembro de 1969. Fazia de tudo um pouco, nas funções mais primárias do setor, e participava do plantão. Como era menor de idade tive que esperar 1972 para ser registrado como funcionário.

Qual o caminho que percorreu?
Para entrar, foi um Parto da Montanha já que não conhecia ninguém do meio, nem por aproximação e tive que partir do zero para chegar. Foi um início duro. A seguir, passei para o Deptº Comercial – também chefiado pelo Waldir Amaral – e pela Programação e Jornalismo, sem jamais deixar a tividade principal, o Esporte. Fiquei 20 anos na Globo, até me transferir para a Tupi, em 1989 e assumir com locutor Esportivo Titular e Chefe do Deptº de Esportes da Rádio Tupi. (*Agora Luiz Penido está de volta como locutor nº 1 da Rádio Globo)

Qual sua função hoje?
*Atualizada pela RR:
Depois de 24 anos e após vários anos na Tupi, Penido está de volta a Rádio Globo, para ser o locutor principal, no lugar de José Carlos Araújo. Sua reestreia aconteceu na final do Carioca 2012, aonde o própio José Carlos Araújo passou o bastão num acontecimento histórico no rádio.

Teve alguém que te influenciou a escolher?
Não específicamente. Mas como ouvinte que era ao lado do meu pai e dos irmãos, me sentia atraído pela narração e ensaiava fazê-lo ainda muito pequeno – 4,5 ou 6 anos – sempre que ouvia jogo pelo rádio.

Você já foi reconhecido na rua pela sua voz?
Isso acontece diáriamente, várias vezes. É até engraçado.

Tem algum bordão conhecido?
Na Globo, era Juventude Globo e na Tupi, Garotão da Galera. Mas acho que você se refere aos que uso nos jogos. Se for, então uso e ouço nas ruas as pessoas repetirem em praia, pelada, estádios e outros lugares, Rala, Rala, Rala – para o time que sofreu um gol. Barato bom, para time que fez gols. Ou couro come no ( digo o nome do estádio ) e o placar diz: digo o resultado. Narro com alguns cacos tipo: agitos ofensivos da direita ( ou esquerda ), deu um rolé no ataque. Brotou ( substituindo chegou ou veio ). Uso gírias: babou, vazou, entre outras.

O esporte da Rádio Tupi sempre esteve em primeiro lugar, qual a receita para o sucesso?
Trabalho, mais trabalho, manter no ar a equipe titular o maior tempo possível, escolher sempre a melhor estratégia, empenho total em todos os jogos, fidelidade e respeito ao ouvinte e sua inteligência. Tudo, claro, com apoio da direção da empresa. Sem isso nada funcionaria.
*por RR: Esperamos que essa receita possa funcionar na Rádio Globo.

Conte um momento inesquecível da sua carreira.
São algumas dezenas. Vou só destacar o G.P do Canadá de F1 ( 1982 ), com vitória de Nelson Piquet, mas que na largada teve um acidente fatal com Ricardo Paletti, e um total de 6 horas de transmissão pelo fato. Outros destaques foram as 8 Copas do Mundo, sendo 6 na Tupi. 94 ( USA ), pela vitória é muito marcante. Em 98, a semifinal Brasil x Holanda que foi recorde de audiência (decisão nos pênaltis) em Marselha. As duas últimas pela organização e novos processos tecnológicos, antes indisponíveis. Destaco o gol do Petkovic ( tri do Flamengo em 2001 ) campeão de acesso no Blog do Penido e dos mais acessados no You Tube, assim como o 4º do Vasco na conquista da Mercosul ( 2001 ) nos 4×3 sobre o Palmeiras, depois de estar perdendo por 3×0. A quebra do jejum do Botafogo em 1989 após 21 sem título, na Tupi, ao lado de João Saldanha.

Motivo de orgulho ?
Ter tido sempre uma carreira limpa e revelando valores, ter trabalhado ao lado de todos os maiores locutores, repórteres e comentaristas. Ter contratado João Saldanha, Luiz Mendes, Chico Anysio, revelado José Roberto Wright e os repórteres titulares atuais da Tupi, e o grande golaço que foi o mais decisivo, ao trazer o Apolinho, Washington Rodrigues para nosso time na Tupi em 1999.

Motivo de arrependimento ?
Não tenho.

Um lugar especial do Rio de Janeiro para você.
Tudo no Rio é maravilhoso, mas vou destacar o Cristo Redentor, Pão de Acúcar, Aterro do Flamengo, Orla, e é claro, o Maracanã.

Atualmente no rádio carioca, quais comunicadores você mais admira?
Os da Rádio Tupi. São lideres de audiência por talento e dedicação. Por empenho e entrega total à causa. Os geniais Fernando Sergio, Clóvis Monteiro, Francisco Barbosa, a Turma da Patrulha da Cidade, Heleno Rotay e um timaço fantástico dirigido pelo Ricardo Henrique, o maior e melhor diretor artístico que conheci em toda a minha trajetória profissional, que inclui todos os bons. A Tupi é a melhor emissora do país e respeitada dessa maneira por isso. O Diretor Geral Alfredo Raymundo e Diretor de Programação, Ricardo Henrique, fazem a diferença. O time pode ser bom, mas sem técnico e direção não joga e não ganha. Por isso a Tupi ganha.

O que você poderia dizer para aquela pessoa que sonha em entrar para o rádio?
Que se prepare muito bem, física, pisicológica, mental e tecnológicamente muito bem, e esteja pronta para se entregar de corpo e alma ao trabalho e ao desafio corajosamente. A história não fala dos covardes.

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