Isabella Saes

Neta de Lauro Borges, um dos grandes nomes do Rádio no Brasil, Isabella Saes, uma carioca de 35 anos não poderia mesmo fugir de suas raízes. Com um extenso currículo em grandes empresas de comunicação do país, hoje Isabella é a voz feminina da Rede Telecine, além de apresentar por muito tempo um dos programas de maiores sucessos do Rádio carioca, A Hora do Blush. Nessa entrevista concedida à Rádio em Revista, ela nos conta sobre o surgimento do programa, suas paixões por cinema, música, literatura e muito mais! Junte-se a nós para conhecer um pouquinho mais esse grande talento do Rádio!

O que vc está fazendo hoje em dia?
Atualmente, me dedico a dois novos projetos: uma revista de variedades no rádio e um programa que propõe uma descoberta de hábitos de beleza pelo mundo, para a tv. Tenho feito muitas palestras em empresas e universidades do Rio, e me dedicado a uma “Oficina de Rádio”, que ministro em diversos espaços da cidade. Além disso, sou locutora dos 7 canais da rede Telecine.

Você não tem saudade do rádio, não pensa em voltar?
Eu sou completamente apaixonada pelo veículo. Como disse antes, estou trabalhando num novo projeto e, se der tudo certo, em breve voltarei às ondas do rádio!

Qual seu percurso profissional até chegar à Sulamérica Paradiso FM?
Comecei como redatora do site da Fundação Roberto Marinho e do canal Futura. Minha onda sempre foi escrever. Depois, trabalhei para o Sportv, onde fiz a minha primeira cobertura importante: o Rally Internacional dos Sertões, em 1999. Fui redatora, repórter e apresentadora da Rede Telecine, onde cobri os mais importantes festivais nacionais e internacionais de cinema. Ainda como repórter, passei pelo Multishow, Fox e pela Tv Brasil. Nesse meio tempo, me aventurei como guia de turismo e depois voltei para a Tv, como assistente de direção e roteirista do programa Tribos, do Multishow. Nessa época, surgiu o convite para o Blush. Hoje, estou no programa e também sou locutora dos sete canais da Rede Telecine. Além disso, tenho a minha produtora, a Dobradiça Produções, onde estou desenvolvendo um programa para a televisão.

Como surgiu a ideia do programa? Você participou do projeto desde o início ou foi convidada para apresentá-lo com o projeto já finalizado?
A ideia do primeiro formato do programa veio através do publicitário Silvio Lach e do jornalista Fernando de Castro. Quem me fez o convite foi o Luciano Huck, que na época era sócio da rádio, através de uma indicação do meu querido amigo Antonio Pedro Tabet, o Kibe Loco. Participei do Blush desde o início, ajudei a pensar o programa e gravei muitos pilotos até acharmos o jeito mais apropriado de entrar no ar. Estreamos em 27 de agosto de 2007, com um papo descontraído entre mim e a Luiza Sarmento, minha parceira de bancada até o final de 2009.  Hoje, temos um formato que aposta mais em conteúdo, com leveza e bom-humor, em que sempre tenho companhia no estúdio, seja de colunistas fixos ou de convidados de fora, de diversas áreas de atuação.

Como foi, passar o programa para outra pessoa?
O “Blush” foi um projeto muito importante na minha vida. Na verdade ele é e sempre será importante, já que está escrito na minha trajetória profissional. Eu diria que, durante cinco anos, tive um “filho” do qual cuidei com muito respeito, profissionalismo e dedicação. Mas, a vida é feita de ciclos e esse se encerrou para mim. O “Blush” merece vida longa e está em ótimas mãos, com a Juliana Nasciutti. Tenho a maior admiração pela minha antiga equipe e fiz grande amigos por lá. Sem falar no carinho que recebo dos ouvintes até hoje! Eles são os personagens principais dessa história toda.

Você é formada em Publicidade e Jornalismo. Como o aprendizado dessas graduações colaboram pro teu trabalho no entretenimento?
Eu sempre fui muito interessada no que essas duas áreas poderiam me oferecer e vice-versa. Por isso, fiz vários estágios que me ajudaram a saber o que eu não queria e descobrir as áreas nas quais gostaria de trabalhar. Uma delas foi o entretenimento, onde atuo desde o começo. Nada melhor do que a experiência no mercado de trabalho, com a base teórica da universidade, pra construirmos nosso caminho.

O que você faz em suas horas vagas fora do ar?
Vou muito ao cinema. Drama, terror, suspense, comédia, romance, documentário, vale tudo! Como trabalho até hoje com o assunto, e passei boa parte da minha vida profissional cobrindo festivais pelo Brasil e pelo mundo, acabei criando um carinho especial por esta arte. Tento ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, de preferência de segunda à sexta, período em que as salas estão mais vazias. Mas, quando o trabalho não me permite, vou no fim de semana mesmo. Tenho uma extensa coleção de DVD´s e gosto muito de alugar nas locadoras os últimos lançamentos e alguns clássicos que merecem ser revistos de tempos em tempos. Fora isso, adoro receber os amigos em casa, ir ao teatro, me perder em livrarias, enfim, sou uma consumidora voraz de cultura.

Qual lugar do Rio você adora estar?
A Lagoa Rodrigo de Freitas é um dos mais belos cartões postais do Rio e um lugar onde eu me sinto super bem, como se estivesse em casa. Correr em volta daquela paisagem e depois tomar uma água de coco com calma não tem preço!

Quais são seus filmes preferidos?
Nossa, são muitos… Aqui vão três que me vieram imediatamente à cabeça ao ler essa pergunta:
O Iluminado, de Stanley Kubrick, inspirado na obra de Stephen King, é candidato a primeiro lugar na minha lista. Desejo e Reparação, tanto o livro quanto o filme, me emocionaram muito. Em Algum Lugar do Passado, com o saudoso e eterno super-homem, Christopher Reeve, é outro que não me canso de ver.

Quais são seus cantores e bandas preferidos?
Sou fã de Barão Vermelho, Skank, O Rappa, Marisa Monte, Leo Jaime, Fino Coletivo, Mombojó, Caetano Veloso, Zé Ramalho, Lenine, Strokes, Madeleine Peyroux, Franz Ferdinand, Amy Winehouse, Billy Holiday, Nouvelle Vague, Gnarls Barkley e adoro a iniciativa de novas bandas como a The Collets, do Fernando Caruso. Assim como o cinema, a música é parte integrante da minha vida.

RR: Você tem quatro contos publicados. Escrever é uma prática constante em sua vida?
IS: Sim. Costumo dizer que escrever é um ato de libertação. Não é nada fácil iniciar uma crônica, um conto. É um processo sofrido. Mas depois que saem as primeiras linhas, o prazer é indescritível.

Quais autores influenciam sua escrita?
Meus cronistas preferidos são Cora Ronai, Joaquim Ferreira dos Santos, Fernanda Torres e Martha Medeiros. Falando de ficção, gosto muito dos mestres dos thrillers Stephen King, Edgar Allan Poe e Patrícia Highsmith. Rubem Fonseca, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector têm lugar especial na minha biblioteca.

Quais seus livros preferidos?
Dois livros que me marcaram muito, na infância, foram Meu pé de laranja lima, do José Mauro de Vasconcellos, e Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha. Influenciada por essas leituras, cheguei a escrever livros para a feira de literatura da escola, com apenas 7 anos de idade. Tenho até hoje os exempleres feitos à mão. Falando do presente, acabei de ler um muito bom: Se um de nós dois morrer, do Paulo Roberto Pires, e estou me deliciando com o papo entre Frei Betto, Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, em Conversa sobre a fé e a ciência. Travessuras da Menina Má, do Mario Vargas Llosa também está entre meus prediletos.

Atualmente no rádio carioca, quais comunicadores você admira?
IS: Adoro o Maurício Menezes. Além de ser um grande talento, é uma pessoa muito querida, um exemplo. Já foi ao Blush duas vezes e nos divertimos muito. Além dele, não posso deixar de citar o meu avô, Lauro Borges, que foi, é e sempre será a minha maior referência, com a sua PRK- 30. De uma forma geral, acho que o rádio está muito bem servido de comunicadores veteranos e iniciantes também.

Qual sua dica pro comunicador recém-formado que almeja entrar no mercado de trabalho nas rádios cariocas?
A minha dica é para quem vai entrar no mercado de uma forma geral. Seja em rádio ou em qualquer outro veículo de comunicação. Comprometimento e investimento em si mesmo: essas são duas coisas sem as quais fica complicado crescer na profissão. Uma pessoa sem compromisso com aquilo que se dispõe a fazer, normalmente tem carreira curta. E investir em nós mesmos, no sentido de consumir cultura, viajar, ler, ver filmes, fazer cursos, é essencial para ampliar os horizontes e uma ótima forma de se tornar um profissional seguro, com vivência pessoal e profissional, ou seja, estrada – o que faz toda diferença no fim das contas.

E no futuro…
Espero continuar trabalhando com o que gosto, isso é uma benção! Toda vez que renovo um ciclo na vida, descubro que que ainda tenho muito a aprender e a investir em mim pessoal e profissionalmente. Então, como diz um dos meus super-heróis favoritos: para o alto e avante!

Entrevista realizada em 06/12/2011
Atualizada em 30 de agosto de 2012.

COMMENTS

  • sandro julio

    Ola minha guerida tudo bom, adorei essa entrevista, nessa entrevista pude saber um pouco mais da sua vida e sua carreira, mas uma vez me surpreendeu sua entrevista, te desejo tudo de bom minha guerida.

  • fatima

    Oi Isabella, que bom ter lido esta entrevista apesar de ser antiga. Tenho passado minha volta para casa orfa de vc. Mas espero que esteja bem pois merece, profissional de altissima qualidade. Como não consigo mais ouvir esta nova hora do horror, ouço minhas musicas na volta para casa, até fiz novas coleçoes de musicas para melhorar esta hora que so vc sabia nos alegrar, informar e distrair.
    Um abraço e fique com Deus.

  • sandra yara

    amei te encontrar, pois desde que vc saiu da radiofiquei sem companhia e passei a ouvir uma outra pois nao aquenteisua sussessora me perdoe ehj te encontrei, me diga o queesta fazendo e qual o dia e horario, vc é muito legal, parabens e sds.

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