Francisco Barbosa


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Francisco Barbosa, locutor e dublador. Pode ser ouvido nas manhãs de segunda a sábado, das 9 ao meio dia na Super Rádio Tupi no programa Francisco Barbosa.

RR: Como você começou em rádio?
FB: Por acidente, em Juiz de Fora, Minas, cidade onde nasci: tinha 15 anos e fui buscar dinheiro, pra compra de uma apostila, pra escola e meu pai conversa com um amigo, Gudesteu Mendes, que era dono da rádio concorrente da que ele trabalhava ( meu pai era da Sociedade e ele da Difusora). Quando pedi a meu pai a grana ele ouviu minha voz, se virou pra mim e perguntou: “Quer trabalhar em rádio?- sim, respondi, sem pensar”. E aqui estou, até hoje…risos. Nessa época a voz era 80% da história. Hoje, não é mais assim, graças a Deus.

RR: Qual o caminho que percorreu?
FB: Comecei em rádio pequena, musical, do interior, como falei. Depois, fui trabalhar com meu pai, na rádio sociedade ( PRB-3), que era a primeira colocada em Juiz de Fora e fazia o rádio que eu faço, hoje em dia; de lá, vim pro Rio, em 81, pra fazer parte do time da Rádio Cidade, trazido pelo Jodele Larcher, diretor da TV Globo, à época, e fui aprovado pelo Ivan Romero, diretor do grupo JB, num teste com 100 locutores do Brasil inteiro. Dali, participei de um projeto na rádio Del Rey, que se transformaria no que algumas FMs de sucesso fazem agora, com profissionais da Cidade, Antena 1 e outras feras, que me deu muito prazer. Depois, veio a Nacional FM, só de música brasileira de qualidade, que ocupava o segundo lugar em audiência e tinha um timaço, liderado pelo Hilton Abi Rihan. Mais tarde, ainda na segunda metade da década de 80, fui pra Globo FM, que era a lançadora dos melhores nomes do pop internacional, que estão hoje perduram e davam um show de elegância e competência, no dial. Num sábado, fui chamado pra fazer os debates jovens de sábado, do Haroldo de Andrade, na Globo AM, é minha história mudou…

RR: Você sempre foi e sempre quis ser locutor?
FB: Até os 15 anos, pretendia ser engenheiro eletrônico, pra pilotar mesas de gravação de discos e projetar (eu amo música) estúdios e máquinas de áudio, mas o rádio me capturou…

RR: Teve alguém que te influenciou a escolher?
FB: Não, foi obra do Deustino…risos
É claro que meu pai, embora ligado a parte técnica, foi uma presença fortalecedora nos momentos de críticos.

RR: Como é o seu programa na Rádio?
FB: Pop, comprometido com o cidadão, com o Rio, ético e responsável.

RR: As pessoas reconhecem você pela sua voz na rua?
FB: Sempre; é impressionante como as algumas pessoas tem um ouvido “rápido”, e identificam a gente; é muito bom!

RR: Conte um momento inesquecível da sua carreira.
FB: Numa entrevista, ter de um lado o prefeito ( Eduardo Paes), do outro o governador (Sérgio Cabral) e, à frente, o presidente (Lula), e poder cobrar os interesses do Rio de Janeiro, foi o momento mais impactante da minha carreira.

RR: Motivo de orgulho?
FB: Eu diria motivo de felicidade: poder fazer o que eu amo, sem abrir mão do que eu acredito.

RR: Motivo de arrependimento?
FB: Não ter sido inteiro, antes, pras pessoas que cruzaram o meu caminho. Mas, hoje, estou curado…risos

RR: Um lugar especial do Rio de Janeiro para você?
FB: Meu cantinho, Recreio, Grumari, Prainha e se precisar de mais um: Floresta da Tijuca.

RR: Atualmente no rádio carioca, quais comunicadores você mais admira?
FB: São todos meus amigos. Mas, o time da Tupi tá demais.

RR: Você acha que o futuro do rádio passa pela internet?
FB: Somos geradores de conteúdo e a internet será o nosso maior veículo, já, já, sem abandonar os demais.

RR: O que você poderia dizer para aquela pessoa que sonha em ser locutor?
FB: Seja o melhor que puder,a cada dia, superando-se, informando-se, sendo o que você é, sem deixar de dar valor a quem quer que seja. Estude, estude, estude e, consequentemente, faça sucesso.

Veja também sua entrevista em vídeo clique aqui

Entrevista realizado em março de 2012

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