Fernando Sérgio Grandinetti Pinto


Locutor da Super Rádio Tupi. Nascido em Cruzeiro, 66 anos, criado em Juiz de Fora e por quase todos (e por ele mesmo!), tido e havido como mineiro.
Publicitário por formação, radialista, jornalista e ator por tempo, afinal, começou no rádio antes mesmo dessas profissões terem a sua regulamentação pelo Ministério do Trabalho. Ator e Autor de teatro premiado em Minas por três vezes.
Desde 1971 no rádio do Rio de Janeiro, mas tendo começado no ano de 1962 em Juiz de Fora, na extinta rádio Industrial daquela cidade.
Cidadão Benemérito do Rio de Janeiro. Prêmio Lions de Comunicação e mais 15 premiações no rádio, inclusive tendo recebido a Comenda 500 anos de Angra do Reis.

Sempre quis trabalhar em rádio?
Sempre.

Foi como locutor que você começou no rádio?
Como locutor noticiarista na rádio Industrial de Juiz de Fora e “disc jockey” (termo da época) na rádio Difusora também daquela cidade.

Qual seu percurso profissional?
Em Minas: Industrial, Difusora e rádio Sociedade em Juiz de Fora; Tv Industrial (Hoje TV Globo) de Juiz de Fora; Estágio na rádio Itatiaia de Belo Horizonte; Apresentador de programa na TV Excelsior em BH. Escritor premiado de peças teatrais pela secretaria de cultura da cidade de Juiz de Fora nos anos 70. Diretor de teledramaturgia.
No Rio: Continental, Sistema Globo de Rádio ( Globo lendo O Globo no Ar, O Seu Redator Chefe e sendo stand by de vários programas, inclusive do inesquecível Mario Luiz; comunicador das rádios Mundial e 98 fm e também tendo tido participações nos primeiros programas de “O Globo de Ouro da Tv Globo, além de ter sido secretário eventual de redação ( hoje “editor”) da rádio Globo dos anos 75 a 81. Depois, como comunicador: Manchete, Tamoio, Tupi, Globo ( Na Tupi trabalhei em três oportunidades diferentes). TV Globo (anos 70) Também apresentador do programa Rio Urgente na extinta TV Rio. SBT – Apresentador do primeiro telejornal em da rede e repórter do programa “Viva a Noite” com Gugu Liberato. Na Tupi há 15 anos.

Qual a diferença do rádio de antigamente e o rádio de hoje?
Nas grandes rádios temos mais recursos mas, infelizmente, algumas delas andaram desprezando a boa locução e estão pagando por isso.

Você sempre trabalhou no horário da madrugada?
Não. Fui titular do horário de 7às 9 na rádio Mundial e depois, de 12.20h às 16 horas com o programa “Toca Toca Mundial”
Na Manchete: Programa Fernando Sérgio das 6 às 9 h
Na Tamoio: Idem de 8 às 10 h.
Na Tupi em 89/ 90: Idem das 6 às 9 h.
No ano de 91 : Programa Fernando Sérgio de 9 ao meio-dia
Em 92 – Diretor da rádio Angra em Angra dos Reis.
de 93 a 94 Manchete ainda da Bloch, das 6 ás 9 h.
Na Globo: em 95 “stand by” dos programas da Rádio Globo.
Na Tupi desde 97 : Titular do horário de 16 às 18 h; depois com a vinda do Luiz de França e do Apolinho, stan by de todos os programas e há sete anos , líder de audiência ( Pesquisa Ibope) com a Super Madrugada Tupi.

Existe alguma diferença dos ouvintes do dia para os ouvintes da madrugada?
Sim. Quem ouve de madrugada presta mais atenção. E do meio dia às três, se consegue ter uma audiência menor do que as do dia, porém mais qualificada.

Você lançou um livro recentemente. Sobre o que é o livro?
Sobre os meus 50 anos de rádio completados no último dia 2 de junho e pelos inúmeros colegas com os quais convivi.

Como surgiu a ideia de escrever?
Quando vi que as palavras, quando não escritas, se perdem no ar.

Motivo de orgulho?
O de ser um operário do rádio.

Motivo de arrependimento?
Nenhum. Tudo serviu e ainda me serve como aprendizado.

Um conselho para quem está começando.
Insista. Não desista.

(Foto: Paula Ranieri)

Entrevista realizada em junho de 2012