Rebobinar a fita


Lembro que havia na rua em que morava duas locadoras de vídeo. Uma alugava VHS e outra Betamax. Um dia a locadora que alugava a fitinha Betamax fechou. A Sony fez de tudo pra fazer do sistema Betamax uma unanimidade, mas não decolou por vários motivos. Quem comprou o aparelho acabou amargando um prejuízo. Aluguel de filmes virou febre e vimos locadoras se multiplicando. Lembro que não rebobinar a fita dava até multa!

Havia também a fita cassete (inventada pela Philips em 1966) para áudio. Quando se queria uma qualidade mais profissional fazíamos uso da fita de cromo. O cassete durou bastante tempo e muitas emissoras de rádio faziam uso das famosas “casseteiras”, ou seja, cassetes para uso profissional (ainda tem gente usando fita cassete em casa).

Os cartões de memória de hoje nem lembram esses tipos de mídias usados antigamente. Os HDs já estão na casa dos 5 Terabytes e não param por aí. Cada vez menores e com maior capacidade de armazenamento.

Na televisão somente alguns canais na minha infância. Tínhamos que parar a brincadeira e correr pra casa se quiséssemos assistir filmes e programas preferidos. Não havia vídeo cassete, youtube ou alguma forma de ver depois. Era na hora ou nada.

Minha filha de 4 anos pega o controle remoto e pede para ver o desenho animado que ela gosta no NOW – o “on demand” da Net. Inúmeros filmes, séries, documentários (em HD ou não) estão à disposição na hora que você desejar.  Serviço parecido com o Netflix já disponível aqui no Brasil. Antes desses players já havia o Youtube que faz a festa de todos, inclusive nos smartphones. Hoje a convergência das mídias chegou ao ponto de usar a plataforma de jogos (playstation etc) para players de filmes.

Pausar o programa, fazer pipoca e voltar ao ponto onde parou. Gravar em HD o jogo que você perderia estando na festa do sobrinho. Voltar tudo e ver novamente uma cena impactante ou não compreendida.

Ligar a TV na internet e aproveitar ao máximo a experiência da rede. Claro que a pirataria corre solta, mas isso é o preço que pagamos pela modernidade. O que virá agora? Como serão as Tvs, rádios e internet juntas?

por Ruy Jobim
maio/2013

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