Carmen Miranda


Carmen Miranda nasceu em Portugal, em 1909 e, com um ano de idade, desembarcou no Brasil.
Do início no rádio, passando pelos palcos do Cassino da Urca e pelos estúdios de Hollywood, Carmem Miranda é um dos nomes mais importantes de nossa música. Com seu estilo muito pessoal e roupas com referências ao Brasil, Carmem revelou seu talento ainda na infância. De família religiosa, a cantora estudou no colégio de freiras Santa Tereza, no Rio de Janeiro. No colégio foi escolhida para declamar ao rei Alberto, da Bélgica. A menina, então com 13 anos, dominou a cerimônia, mas acabou repreendida pelos professores devido ao excesso de gestos durante a apresentação. Por muitos anos trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Carmem Miranda foi vendedora de discos e modista de chapéus. Depois de gravar dois discos com relativo sucesso, foi ouvida pelo compositor Joubert de Carvalho, que, impressionado, escreveu especialmente para Carmem a música “Pra você gostar de mim”, mas conhecida como “Taí”. Pioneira, promoveu a divulgação de vários compositores, entre eles Ataulfo Alves e Dorival Caymmi.
O convite para trabalhar nos Estados Unidos veio do empresário norte americano Lee Schubert, durante um espetáculo no Cassino da Urca.
Carmem Miranda começou a fazer shows na Broadway e logo depois conquistava o cinema e o mundo.
Carmem marcou época.

Suas roupas serviam de modelo para as figurinistas nos Estados Unidos e Europa. Sapatos com saltos altíssimos, turbantes, unhas pintadas e colares usados pela cantora viraram moda em vários países. Carmem Miranda brilhou em Hollywood e projetou a cultura brasileira para o mundo. Ela imortalizou em sua voz várias canções, entre elas “O Que é Que a Baiana Tem”, “Balancê” e “South American Way”.
A “pequena notável” revelou diversos artistas desconhecidos e era rigorosa ao selecionar seu repertório. Eram nomes obrigatórios Ataulfo Alves, Ary Barroso e Dorival Caymmi.
No dia 05 de agosto de 1955, a notícia de sua morte parou o Brasil.
Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmen Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.

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